Plano Florestal fortalece a silvicultura em Goiás

Goiás avança na consolidação da silvicultura com a estruturação do Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal. A proposta inserida na Política Florestal para Goiás está em fase de elaboração e organiza ações estratégicas para ampliar a base de florestas plantadas, fortalecer cadeias produtivas demandantes de madeira, como as de alimentos, construção civil e etanol de milho, além de criar um ambiente favorável à atração de novas indústrias, como as de celulose, papel e painéis.
O plano é estruturado em um contexto de expansão da atividade florestal no país. A construção e a implantação do plano são conduzidas pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), além de apoio institucional da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ).
Coordenado pela Seapa, o Plano Diretor Florestal reunirá estudos edafoclimáticos, logísticos e econômicos para orientar investimentos, estruturar zonas produtivas no estado e promover mudanças estruturais e legislativas voltadas à melhoria do ambiente de negócios.
Plano Florestal
A proposta prevê atuação integrada entre órgãos públicos, universidades, centros de pesquisa e setor produtivo, além da realização de ações de campo, workshops técnicos e diálogo direto com produtores e consumidores de madeira.
Durante o lançamento, o vice-governador Daniel Vilela destacou o momento de crescimento econômico de Goiás e a importância de ampliar a atuação do estado em novos segmentos produtivos. Segundo ele, “o setor de base florestal apresenta demanda global crescente e reúne condições para ampliar a geração de renda e investimentos no estado”.
Titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende ressaltou o caráter técnico do plano e o papel do planejamento na organização do setor. “A iniciativa integra informações estratégicas, articula ações públicas e privadas e cria condições para ampliar a base florestal, dando previsibilidade ao investidor e fortalecendo o abastecimento das cadeias produtivas”, afirmou.
Base produtiva florestal
Em Goiás, a silvicultura tem como principal ativo a produção de lenha. Em 2024, a produção de lenha de eucalipto alcançou 3,2 milhões de m³, com valor de produção de R$ 389 milhões, frente a 3,1 milhões de m³, quando o valor foi de R$ 309,3 milhões no ano anterior. A madeira em tora de eucalipto destinada ao setor de papel e celulose apresentou expansão significativa, passando de 268,5 mil m³ em 2023 para 880,8 mil m³ em 2024. A movimentação financeira evoluiu de R$ 20,7 milhões para R$ 211,3 milhões no mesmo período.
A borracha natural produzida no estado teve participação relevante na silvicultura goiana. Em 2024, foram produzidas 31,3 mil toneladas de látex coagulado, volume próximo ao registrado em 2023, quando a produção alcançou 32,2 mil toneladas. O segmento movimentou R$ 101,2 milhões no último ano. O carvão vegetal também integra a base produtiva, com produção de 3,3 mil toneladas em 2024 e valor de produção de R$ 7,2 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Atualmente, Goiás conta com cerca de 123,2 mil hectares de florestas plantadas voltadas à produção florestal, que movimentaram R$ 782,6 milhões em 2024. O setor apresenta potencial de expansão diante da demanda crescente, da disponibilidade de áreas aptas e das condições edafoclimáticas favoráveis do cerrado.



