24º Fica é aberto com filme e homenagem a indigenistas

Cine Teatro São Joaquim, no Centro Histórico da cidade de Goiás, foi palco para a abertura da 24ª Edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Foto: Divulgação)

O Cine Teatro São Joaquim, no Centro Histórico da cidade de Goiás, foi palco para a abertura da 24ª Edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica). O filme Mãri Hi – A Árvore do Sonho, do cineasta Yanomami Morzaniel Ɨramari, foi escolhido para abrir o festival, em cerimônia realizada na noite de terça-feira (13/06).

Também foram homenageados o indigenista brasileiro Bruno Pereira e ao jornalista britânico Dom Phillips, ambos assassinados no dia 5 de junho de 2022 durante uma viagem pelo Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas.

Fica

Representando o governador Ronaldo Caiado, a secretária de Cultura do Estado, Yara Nunes, abriu oficialmente a 24ª edição do Fica.

“É muito gratificante fazer parte do governo que investe e respeita a cultura. Somente nos primeiros seis meses os investimentos superaram os R$ 80 milhões”, disse. Ela destacou a importância de eventos como o Fica para os trabalhadores da cultura e das artes. “Podem continuar contando conosco, estamos sempre abertos ao diálogo para que possamos investir da melhor forma possível e realizar políticas públicas efetivas.”

Yara também ressaltou a importância da parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) na realização do Fica.

“A universidade traz um caráter mais técnico, mais científico para esses festivais. Celebrar é muito bom, mas fazer política pública efetiva é muito melhor. Com a expertise da UFG, junto ao Instituto Federal de Goiás e a Universidade Estadual de Goiás, conseguimos elaborar políticas que vão ficar e fazer a diferença.”

Reconhecimento

A reitora da UFG agradeceu a parceria com a instituição na realização do Fica.

“Esse reconhecimento institucional nos é muito caro. O Governo de Goiás está comprometido com a continuidade, a elaboração e a consolidação de uma política cultural que resgate a memória e que produza dossiês importantes para o meio ambiente e para a cultura”, apontou Angelita Pereira.

A reitora da UFG também salientou a importância das homenagens feitas no festival e o resgate das memórias.

“O festival produz muita alegria, embora tenha uma pauta pesada com alta denúncia. Um festival que defende a vida. Quando homenageamos pessoas tão importantes nossa humanidade fica um pouco mais sensível e um pouco mais preparada para enfrentar as adversidades.”

Homenagens

O filme Mãri Hi – A Árvore do Sonho, do cineasta Yanomami Morzaniel Ɨramari, foi escolhido para abrir o festival. Representando a categoria ‘Filmes para adiar o fim do mundo’, o longa retrata a vida do povo Yanomami e dá ao público a sensação de estar presente.

O cineasta, que não participou da cerimônia, encaminhou um breve vídeo ressaltando a importância da resistência do povo Yanomami e a luta pela permanência em sua terra.

Durante a abertura, foi realizada homenagem ao indigenista brasileiro Bruno Pereira e ao jornalista britânico Dom Phillips, ambos assassinados no dia 5 de junho de 2022 durante uma viagem pelo Vale do Javari, segundo maior território indígena do Brasil, no extremo oeste do Amazonas.

Divino Sobral, viúvo do artista plástico e professor da UFG Carlos Sena, também homenageado este ano no Fica, esteve presente na abertura. A escultura do artista São Pedro Atendei às Nossas Preces foi escolhida para ilustrar a identidade visual do Festival.

Sobre o Fica

A 24ª edição do Fica vai até domingo (18/06), na cidade de Goiás. Promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), com correalização da Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Fundação Rádio e Televisão Educativa (FRTVE), o evento também conta com a parceria da Secretaria da Retomada, Goiás Social, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal de Goiás (IFG), Serviço Social do Comércio (Sesc), Prefeitura da cidade de Goiás e Saneago.