Pesquisa impulsiona energia limpa no campo com apoio da Fapeg

Projeto apoiado por edital da Fapeg transforma resíduos agroindustriais em bioinsumos e biocombustíveis com tecnologia inovadora e sustentável (Foto: Fapeg)

Transformar resíduos agroindustriais em energia renovável e insumos agrícolas. Essa é a proposta de um projeto inovador da Universidade Federal de Goiás (UFG), selecionado pelo edital nº 25/2025 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), no âmbito do Programa Goiás Mais Energia Rural. A iniciativa conta com investimento de R$ 400 mil.

A pesquisa foca na produção contínua de bioinsumos por meio da carbonização hidrotérmica, tecnologia que converte resíduos úmidos em hidrocarvão e bio-óleo, materiais com aplicações energéticas e agrícolas.

A planta-conceito será alimentada por energia solar off-grid, instalada em unidade móvel, permitindo operação diretamente nas áreas rurais onde os resíduos são gerados.

Tecnologia sustentável e impacto no campo

A iniciativa é coordenada pelo professor Christian Gonçalves Alonso, do Instituto de Química da UFG. Segundo ele, o projeto aposta em inovação sustentável para impulsionar o setor agroenergético e gerar valor para o meio rural.

“O apoio é essencial para viabilizar soluções voltadas à bioeconomia e ao uso sustentável de resíduos agroindustriais”, afirma.

Entre os principais benefícios estão a valorização de passivos ambientais, a produção de biofertilizantes, o estímulo à economia circular e a geração de empregos no campo. A expectativa é de que os resultados estimulem novos negócios e diversifiquem a matriz energética goiana até o fim de 2027.

Fomento à inovação no agro

Para o presidente da Fapeg, Marcos Arriel, o projeto reflete o compromisso de Goiás com a ciência e a sustentabilidade.

“O Estado dá exemplo ao buscar alternativas aos combustíveis fósseis e soluções para o destino adequado de resíduos gerados pela agroindústria”, destaca.

A chamada pública da Fapeg, em parceria com a Secretaria-Geral de Governo, selecionou cinco projetos com potencial para promover transformação energética no campo. As iniciativas têm até 24 meses para execução, com foco na superação da pobreza energética, geração de emprego e inovação no meio rural.