Museu de Arte Sacra da Boa Morte será restaurado na cidade Goiás

O Governo de Goiás vai restaurar o Museu de Arte Sacra da Boa Morte, na cidade de Goiás. A obra integra o projeto Rota da Fé – Peregrinando pelas Igrejas de Goiás, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que também prevê a recuperação de outros quatro templos religiosos do município.

“Essa é uma igreja que é referência histórica e cultural, um patrimônio do nosso Estado que está em uma situação bem precária”, afirmou o governador Daniel Vilela durante o anúncio da obra de restauração.

Segundo ele, a iniciativa reafirma o compromisso do governo estadual com a preservação do patrimônio histórico e cultural goiano, além de fortalecer o turismo religioso na região.

De acordo com a secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, “o Museu da Boa Morte é um espaço muito importante para a nossa memória. Ele guarda peças de grande valor histórico, artístico e religioso e faz parte de um conjunto arquitetônico reconhecido dentro e fora do Brasil. Com essa restauração, queremos preservar esse patrimônio e, ao mesmo tempo, melhorar a experiência de quem visita, pesquisa e vive a cultura no nosso estado”.

Apesar de ser gerido pelo Instituto Brasileiro dos Museus (IBRAM) desde 2009, o edifício e o acervo do Museu de Arte Sacra da Boa Morte pertencem à Diocese de Goiás. O pároco responsável pelo espaço, Padre Augusto Cezar Pereira, destacou o impacto do projeto Rota da Fé para a região, ressaltando a importância da iniciativa para a preservação da fé, da cultura e da história goiana.

“Essa iniciativa é de grande valia para nossa diocese, para a cidade de Goiás, para todo o Estado de Goiás. Causam impactos enormes na vida de fé, na vida cultural e na vida histórica. Manter isso vivo é de suma importância. Goiás é rico em sua cultura e suas pérolas, e a maioria dessas pérolas são as igrejas históricas da nossa cidade. Então, a nossa gratidão ao governo por toda esta sensibilidade, essa parceria conosco com a Diocese de Goiás e com a Paróquia-Catedral de Santana”, afirmou o pároco.

Etapas da obra

Museu de Arte Sacra da Boa Morte
Museu guarda peças de grande valor histórico, artístico e religioso e faz parte de um conjunto arquitetônico reconhecido dentro e fora do Brasil (Foto: Kamilla Brandão)

A restauração do Museu de Arte Sacra da Boa Morte será conduzida por equipe técnica especializada, seguindo todas as normas de preservação do patrimônio histórico.

A Secult já concluiu o levantamento arquitetônico do prédio. Agora, começa uma nova fase, com a identificação detalhada dos danos na estrutura. Esse diagnóstico vai orientar a elaboração do projeto de restauração, além da definição de custos e dos próximos trâmites para contratação da obra.

Os estudos iniciais apontam problemas como infiltrações, desgaste de elementos artísticos, danos em portas e janelas de madeira e comprometimento do piso. Todos esses pontos serão tratados com técnicas específicas de conservação, respeitando as características originais do edifício.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1951 e pelo Governo de Goiás, em 1980, o prédio que abriga o Museu de Arte Sacra da Boa Morte conta com um acervo de mais de 900 itens, entre obras de arte sacra, objetos litúrgicos, peças em prataria e indumentárias religiosas.

Entre os destaques, estão as obras do artista goiano Veiga Valle, um dos mais importantes nomes da arte sacra no Brasil.

Outras igrejas

Igreja de Nossa Senhora do Rosário, localizada no distrito de Buenolândia
Igreja de Nossa Senhora do Rosário, localizada no distrito de Buenolândia, na cidade de Goiás (Foto: Secult Goiás)

Com investimento previsto de mais de R$ 15 milhões, o projeto também contempla a restauração das igrejas de Nossa Senhora do Rosário, no distrito de Buenolândia, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora d’Abadia e Santa Bárbara.

As obras devem começar no segundo semestre de 2026, iniciando pela Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Buenolândia.

“Teremos todas essas igrejas em obras de restauro no ano de 2027, quando a cidade de Goiás completa 300 anos”, adiantou Yara Nunes.

Além das intervenções, o projeto já garantiu o tombamento provisório da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, reconhecida como o primeiro templo religioso do estado e um marco da formação histórica de Goiás. Com a medida, o edifício passa a contar com proteção integral enquanto tramita o processo de tombamento definitivo.

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Fonte: Agencia Goias