Doenças Tropicais Negligenciadas afetam mais de 1,5 bilhão de pessoas no mundo

Em todo o mundo, mais de 1,5 bilhão de pessoas são afetadas pelas Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs), grupo de 21 enfermidades, em sua maioria infecciosas. As vítimas estão, principalmente, em populações em situação de vulnerabilidade social, como áreas rurais, regiões de difícil acesso e zonas de conflito, onde desigualdades sociais e a falta de saneamento básico favorecem sua disseminação.
Dengue, Zika, chikungunya, esquistossomose e doença de Chagas fazem parte do grupo das DTNs, classificação criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nos anos 2000 para dar visibilidade a enfermidades historicamente pouco priorizadas na agenda global de saúde.
Em alusão ao Dia Nacional das Doenças Tropicais Negligenciadas, celebrado em 30 de janeiro, a Policlínica Estadual da Região Nordeste 2, em Posse, promoveu nesta terça-feira (10/02) uma ação educativa voltada aos colaboradores da unidade. O foco foi o fortalecimento do conhecimento técnico e na qualificação da assistência relacionada a essas enfermidades.
A atividade foi realizada no auditório da unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed) na Região Nordeste, e integrou as ações de Educação Permanente em Saúde, com participação multiprofissional de diversos setores.
Dinâmica interativa

A ação foi conduzida pela enfermeira Sara Caroline Gugel, responsável pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE) da unidade, e utilizou como metodologia uma dinâmica interativa em formato de jogo de perguntas e respostas, organizada em disputa entre grupos.
A proposta buscou estimular a participação ativa dos profissionais, o raciocínio clínico e a fixação dos conteúdos abordados.
Durante a atividade, foram discutidos temas essenciais relacionados às DNTs, como definição, determinantes sociais, principais doenças presentes no Brasil, formas de transmissão, sinais clínicos de alerta, importância do diagnóstico precoce, vigilância epidemiológica e os impactos sociais e funcionais associados a essas enfermidades.
Segundo Sara Caroline, a abordagem dinâmica favorece o aprendizado e a reflexão sobre a prática profissional.
“As Doenças Tropicais Negligenciadas ainda estão muito presentes na nossa realidade e, muitas vezes, passam despercebidas no dia a dia dos serviços de saúde. Trabalhar esse tema de forma interativa contribui para que os profissionais reconheçam precocemente os sinais, sintomas e atuem de forma mais assertiva na assistência e na vigilância”, destacou.
A enfermeira também reforçou a importância do envolvimento de todas as categorias profissionais no enfrentamento dessas doenças.
“O diagnóstico precoce e a notificação adequada são fundamentais para reduzir complicações e impactos sociais. Quando a equipe está integrada e bem informada, conseguimos fortalecer a vigilância epidemiológica e melhorar o cuidado prestado à população”, completou.



