Governo de Goiás investe R$ 147,9 milhões nas escolas públicas estaduais

Cepi Dom Abel, que fica no Setor Universitário, em Goiânia, fez a aquisição de materiais para laboratórios que serão utilizados no ensino-aprendizagem dos estudantes (Foto: CRE Goiânia)

Com investimento de R$ 147,9 milhões, desde o final do ano passado todas as 947 escolas da rede pública estadual de Goiás têm equipado suas unidades com computadores, materiais de laboratório, fogões, móveis, ares-condicionados, sistemas de segurança e até utensílios de cozinha. Os recursos estaduais destinados a essas melhorias são provenientes do programa Equipar, também disponível para aquisição de aparelhos para melhorar a qualidade de ensino e preparar um espaço mais acolhedor para a comunidade escolar quando o retorno às aulas presenciais for possível.

Cada unidade escolar do Estado nos 246 municípios goianos recebeu do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), aproximadamente R$ 157 mil para equipar suas instalações de acordo com as necessidades particulares de cada escola. Assim, algumas unidades investiram em materiais para laboratório de ciências ou melhoria na qualidade da Internet, enquanto outras optaram em adquirir mobília para a sala de professores.

Suporte às aulas síncronas

O Colégio Estadual Cônego Ramira, de Luziânia, instalou cabos de rede nas seis salas de aula, na coordenação escolar e na sala dos professores. A unidade participa do programa do governo federal Educação Conectada e, por isso, conta com uma Internet de 300 mega. No entanto, a falta de alguns equipamentos limitava a qualidade da Internet e dificultava a rotina das aulas não presenciais.

“Quando os professores estavam vindo à escola para dar aula, a Internet ficava caindo. Instalamos cabo de rede em todas as salas e colocamos também um roteador e um switch de 24 portas”, contou a gestora Anira de Fátima. Segundo ela, essas ações foram priorizadas para dar suporte às aulas síncronas (presenciais e não presenciais ao mesmo tempo).

“No retorno às aulas presenciais só vamos receber 30% dos alunos. A gente quer que venham para a escola os estudantes que recebem atividades impressas. Os que tem acesso à Internet vão continuar nas aulas não presenciais”, explicou a gestora do Colégio Estadual Cônego Ramira.

Laboratório de ciências

Enquanto isso, em Nova Glória, o Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Heloísa de Fátima Vargas apostou na compra materiais para o laboratório de Química e Ciências Biológicas. Os equipamentos adquiridos, como microscópios, béqueres, tubos de ensaio, insumos de química, modelos de esqueleto humano, DNA e estrutura celular, farão a diferença no aprendizado dos estudantes.

Laboratório montando no Centro de Ensino em Período Integral Heloísa de Fátima Vargas, no município de Nova Glória, preparado para atender as demandas do ensino-aprendizagem dos estudantes (Foto: Cepi Heloísa de Fátima)

“Fazer esse laboratório era um sonho que a escola tinha. A gente foi lutando e esse recurso muito bom do governo deu um empurrão muito grande para a escola. A escola se transformou”, destacou o gestor Antônio Carlos de Azevedo. Ele acrescentou que a comunidade que tem visitado a unidade “tem aplaudido essa transformação”.

Além de equipar o laboratório, o Cepi comprou câmeras de segurança, computadores, equipamentos de cozinha, móveis, microfone para o estúdio de rádio da escola e câmeras para gravação de aulas. Essas últimas foram adquiridas com o objetivo de dar suporte às aulas síncronas quando o regime híbrido for retomado.

Sala mais acolhedora

Já o Colégio Estadual Marechal Rondon, do distrito de Betânia, em Jussara, optou por utilizar os recursos do programa Equipar na sala de professores. A unidade está no processo de compra de computadores, cadeiras, um sofá, uma cafeteira e um microondas para tornar o espaço um ambiente mais acolhedor.

Segundo a gestora Eliana Antônia, a sala dos professores não era muito acolhedora. “Queremos criar um cantinho onde ele possa planejar suas aulas e descansar entre uma aula e outra. Um cantinho com cafeteria, microondas para ele esquentar sua comida, computadores para planejar as aulas, cadeiras mais confortáveis, um sofá…”, afirmou.

Ele pontua que, às vezes, a sala dos professores é aquele local que vira um depósito de materiais. “E não tem que ser assim. Tem que ser um local onde ele possa descansar nos horários vagos, se sentir tranquilo, para quando ele entrar em sala de aula acolher os alunos”.

Além do investimento na sala de professores, o colégio vai adquirir um armário de cozinha para armazenar vasilhas e pratos dos alunos na cantina.