Produção de pitaia em Goiás muda realidade no campo

Com apoio, produtores venceram dificuldades e consolidaram a pitaia como principal atividade econômica da propriedade (Foto: Emater)

A produção de pitaia em Goiás tem mudado a realidade de famílias rurais e ampliado o acesso a alimentos por meio de políticas públicas. Em Aragoiânia, na região do Rio dos Bois, o casal Dorisnei e Rose consolidou a fruta como principal atividade econômica da propriedade com apoio técnico contínuo da Emater.

Hoje, são dois pomares que somam cerca de 8 mil plantas. O que começou como um plantio experimental tornou-se uma atividade estruturada, baseada em planejamento, orientação técnica e acompanhamento frequente.

No início, os desafios eram grandes. Sem experiência com a cultura, enfrentaram dificuldades no manejo, na adubação e na polinização das plantas, etapas essenciais para o desenvolvimento da pitaia. A busca por assistência técnica qualificada foi decisiva para reverter o cenário.

Há dois anos, passaram a contar com a orientação do técnico e ex-coordenador regional da Emater, José Luís, doutor em fruticultura. Após diagnóstico da área, foram implantadas recomendações de manejo, correção de solo, condução das plantas e técnicas adequadas de polinização, elevando a produtividade.

Com o crescimento do pomar, o acompanhamento passou a ser realizado diretamente pela equipe local da Emater em Aragoiânia, pelas técnicas Taline e Camila Lima, garantindo monitoramento constante e ajustes ao longo das safras.

Produção de pitaia em Goiás gera renda e inclusão

No segundo ano de colheita comercial, que segue até abril, a família alcançou na safra de 2024 cerca de 5 mil quilos de pitaia. A cultura se consolidou como a principal fonte de renda da propriedade.

Além da venda direta, os produtores acessaram o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Goiás). Em 2025, entregaram 890 quilos da fruta. O produto foi adquirido pelo Governo de Goiás ao valor de R$ 16,84 o quilo e destinado ao CRAS do município.

A iniciativa garante renda ao produtor e reforça a segurança alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade social, fechando um ciclo que une desenvolvimento rural e inclusão produtiva.

Durante visita à propriedade, o presidente da Emater Goiás, Rafael Gouveia, destacou a importância da assistência técnica aliada ao empenho do produtor.

“Quando existe orientação adequada e vontade de quem está no campo, as coisas acontecem. Aqui vemos uma família que acreditou, buscou apoio e conseguiu transformar a produção em renda e também em benefício social para outras pessoas”, afirmou.

Para Dorisnei e Rose, o suporte técnico foi determinante para consolidar a produção.

“No começo a gente não sabia como conduzir as plantas e quase desistiu. Depois das orientações, o pomar respondeu e hoje a gente colhe com segurança”, relatam.

Sucessão familiar fortalece a produção de pitaia em Goiás

A sucessão familiar é outro ponto de destaque. O filho do casal, Pedro, de 18 anos, participa ativamente das atividades e ajuda os pais desde os 13 anos.

“A sucessão familiar é uma preocupação constante para nós. Quando o jovem permanece no campo com perspectiva de renda e qualidade de vida, garantimos não só a continuidade da propriedade, mas também o futuro da produção rural. Histórias como a deles mostram que é possível manter o jovem no campo com dignidade e oportunidade”, completou o presidente.

“A história do Dorisnei demonstra a importância da assistência técnica no aumento da produtividade e na inclusão produtiva das famílias rurais, que além de gerar renda para o produtor, a produção de pitaia também chega à mesa de quem mais precisa, por meio do PAA Goiás, fechando um ciclo que une desenvolvimento rural e segurança alimentar em todo o estado”, finalizou o coordenador da Regional Rio dos Bois, Juscimar Barroso.