Pronto-socorro do HEF realiza mais de 7 mil atendimentos em janeiro
Unidade adota Protocolo de Manchester para classificação de risco no pronto-socorro, sistema internacional organiza fluxo de atendimento e assegura prioridade imediata conforme gravidade do quadro clínico (Foto: Braz da Silva / Imed)
Somente no mês de janeiro deste ano, o Hospital Estadual de Formosa (HEF), unidade do Governo de Goiás, administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), realizou 7.327 atendimentos no pronto-socorro.
A unidade funciona 24 horas por dia e conta com uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, maqueiros, biomédicos, técnicos de radiologia, entre outros profissionais, garantindo assistência qualificada e humanizada à população.
Atendimentos no HEF
Do total de atendimentos realizados no período, os pacientes passaram pela classificação de risco conforme o Protocolo de Manchester, sendo registrados:
40 casos classificados como vermelhos;
627 laranja;
2.246 amarelos;
4.071 verdes;
249 azuls;
94 brancos.
O protocolo é utilizado internacionalmente para definir a prioridade de atendimento de acordo com a gravidade do quadro clínico, assegurando que os casos mais urgentes recebam assistência imediata.
Entre os atendimentos realizados está o da paciente Andressa Moreira Dinis, que deu entrada na unidade após sofrer um acidente de moto a caminho do trabalho e fez questão de registrar seu agradecimento à equipe.
“No domingo, eu estava a caminho do trabalho para assumir meu plantão quando sofri um acidente de moto e acabei caindo em uma área de mata. Fui encontrada por um casal, que prontamente acionou o Samu”.
“Quero registrar minha profunda gratidão a todos que me acolheram e prestaram assistência com tanto profissionalismo e humanidade. Em especial, à equipe médica e de enfermagem que realizou os primeiros atendimentos e à técnica de enfermagem que, mesmo após o encerramento do seu plantão, parou para ajudar”.
“Agradeço também aos profissionais que me acompanharam pessoalmente para a realização dos exames. Em um momento tão difícil, encontrei cuidado, empatia e comprometimento. Meu muito obrigada a todos”, relatou a paciente.
HEF realiza atendimentos de porta aberta e dispõe de corpo clínico completo que oferece suporte em diversas especialidades. Unidade garante assistência qualificada e humanizada à população de Formosa e região (Foto: Braz da Silva / Imed)
Classificação de risco
O HEF realiza atendimentos de porta aberta e dispõe de um corpo clínico completo para oferecer suporte em diversas especialidades. Antes da consulta médica, todos os pacientes passam pela classificação de risco, etapa fundamental para organizar o fluxo de atendimento no Pronto-Socorro.
No Protocolo de Manchester, os pacientes classificados como azul e verde apresentam quadros de menor gravidade e, por isso, podem aguardar um tempo maior para atendimento, além de serem orientados a procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.
Já os casos classificados como amarelos e laranja recebem prioridade conforme o risco clínico, enquanto os pacientes classificados como vermelho são atendidos de forma imediata, por se tratarem de situações graves e com risco iminente à vida. Apesar disso, a unidade ainda registra muitos pacientes com demandas de baixa complexidade, o que contribui para o aumento do fluxo no pronto-socorro.
Atendimento organizado de acordo com a gravidade dos casos
A diretora do HEF, Bruna Mundim, reforça a importância do uso adequado da rede de saúde.
“O Hospital Estadual de Formosa está preparado para atender todos os pacientes que chegam ao pronto-socorro, mas é fundamental que a população compreenda a função da classificação de risco”.
“Ela não define quem será ou não atendido, e sim organiza o atendimento conforme a gravidade de cada caso, garantindo prioridade aos pacientes mais críticos. Para sintomas leves, as UBSs podem ser uma alternativa mais ágil e eficaz, contribuindo para o bom funcionamento de todo o sistema de saúde”, destacou.