Calendário de semeadura do algodão começa nesta quarta

O vazio sanitário para a cultura do algodão na Região 4 de Goiás termina nesta terça-feira (20/1). Com isso, o produtor fica autorizado a começar o plantio a partir desta quarta-feira (21/1) nos 97 municípios abrangidos pela medida.
A autorização para a semeadura segue até 15 de abril, conforme a Instrução Normativa (IN) nº 5/2025. O objetivo é prevenir e combater a principal praga da cotonicultura, o bicudo-do-algodoeiro.
De acordo com o 4º Boletim da Safra 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as lavouras goianas devem produzir 136 mil toneladas de algodão na temporada 2025/26, com média de 4,5 toneladas por hectare.
Semeadura
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, reforça que o respeito ao calendário de semeadura é determinante para alcançar esse nível de produtividade.
“Para atingirmos esses números, é fundamental que o produtor respeite o calendário de semeadura e adote o manejo adequado para prevenir a proliferação do bicudo-do-algodoeiro”, destaca.
O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, explica que a uniformidade no plantio é uma das estratégias mais eficazes no controle da praga. “Quando todos os produtores de uma mesma região plantam dentro da mesma janela, considerando as condições climáticas e o período de cultivo, encurtamos a oferta de estruturas de reprodução para o inseto, o que é determinante para o controle do bicudo”, afirma.
Cadastro de lavouras
Ainda segundo a IN nº 5/2025 da Agrodefesa, o produtor de algodão em Goiás deve realizar o cadastramento eletrônico das lavouras junto à Agência até 30 dias após a semeadura. As informações devem ser prestadas por meio do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). A plataforma está acessível pelo link: sidago.agrodefesa.go.gov.br.
Coordenador do Programa de Algodão da Agrodefesa, Maxwell Carvalho orienta que o procedimento deve ser realizado diretamente no sistema, utilizando login e senha individuais.
“É necessário informar a área plantada, o sistema de cultivo, se irrigado ou sequeiro, a cultivar utilizada, a data do plantio, a previsão de colheita e as coordenadas geográficas da lavoura. Após o preenchimento, o produtor deve gerar e pagar o boleto correspondente à taxa. O cadastro só será validado após a confirmação do pagamento”, detalha.
Além do cadastro anual da cultura, o produtor também deve estar atento às regras para o transporte do algodão, que também foram atualizadas pela IN nº 5/2025 e passaram a valer a partir do último mês de agosto.
A normativa estabeleceu critérios mais rigorosos para o transporte de fardos e caroço de algodão, bem como para as operações em algodoeiras e confinamentos, ambientes que podem favorecer a sobrevivência e a disseminação do bicudo-do-algodoeiro.
Região 4
A região quatro compreende os municípios de Adelândia, Alto Horizonte, Amaralina, Americano do Brasil, Amorinópolis, Anicuns, Araçu, Araguapaz, Aruanã, Barro Alto (abaixo de 500 metros de altitude), Bonópolis, Brazabrantes, Britânia, Buriti de Goiás, Campinorte, Campos Verdes, Carmo do Rio Verde, Caturaí, Ceres, Córrego do Ouro, Crixás, Damolândia, Diorama, Estrela do Norte, Faina, Fazenda Nova, Flores de Goiás (abaixo de 500 metros de altitude), Formoso, Goianésia, Goiás, Guaraíta, Guarinos, Heitoraí, Hidrolina, Inhumas, Ipiranga de Goiás, Iporá, Israelândia, Itaberaí, Itaguari, Itaguaru, Itapaci, Itapirapuã, Itapuranga, Itauçu, Ivolândia, Jaraguá, Jaupaci, Jesúpolis, Jussara, Mara Rosa, Matrinchã, Moiporá, Montes Claros de Goiás, Montividiu do Norte, Morro Agudo de Goiás, Mossâmedes, Mozarlândia, Mundo Novo, Mutunópolis, Niquelândia (abaixo de 500 metros de altitude), Nova América, Nova Crixás, Nova Glória, Nova Iguaçu de Goiás, Nova Veneza, Novo Brasil, Novo Planalto, Ouro Verde, Petrolina de Goiás, Pilar de Goiás, Porangatu, Rialma, Rianápolis, Rubiataba, Sanclerlândia, Santa Fé de Goiás, Santa Izabel, Santa Rita do Novo Destino, Santa Rosa de Goiás, Santa Teresinha de Goiás, Santa Tereza de Goiás, São Francisco de Goiás, São Luiz do Norte, São Luiz dos Montes Belos, São Miguel do Araguaia, São Patrício, Simolândia (abaixo de 500 metros de altitude), Taquaral de Goiás, Teresina de Goiás (abaixo de 500 metros de altitude), Teresópolis de Goiás (abaixo de 500metros de altitude), Trombas, Uirapuru, Uruaçu, Uruana, Vila Boa (abaixo de 500 metros de altitude) e Vila Propício (abaixo de 500 metros de altitude).



